Projetos
Imersão tecnológica e inteligência ancestral
Sobre o projeto
Em 2024, um laboratório de metaverso foi implantado na Universidade de atuação da proponente para desenvolver produtos imersivos e realizar pesquisas a fim de contribuir para uma educação às tecnologias em que a consciência imersiva (do corpo e da mente) e o conhecimento tradicional dos povos originários brasileiros possam se retroalimentar. Desde então, desenvolve-se no Lab Metaverse UCB uma reflexão comunicacional sobre o processo imersivo. Um produto piloto em produção traz a narrativa de três mitos indígenas de etnias diferentes (Yawanawá, Tukano e Pataxó) ambientados em seus locais de origem e replicados no metaverso mediante processo de cocriação com representantes indígenas das três etnias mencionadas (ver site e Instagram). Parte-se da ideia de mito como a forma narrativa mais antiga e tradicional da cultura humana e problematiza-se a consciência corporal e mental, a sensação de presença, a qualidade da aprendizagem e o tipo de experiência feita em ambiente tecnológico. Fundamentada na perspectiva complexa e transdisciplinar, esta pesquisa propõe estabelecer um diálogo entre os saberes imersivos do mito, dos sonhos e da literatura (mythos) e os saberes imersivos tecnológicos (logos) a fim de compreender: 1) como as mídias imersivas se apresentam como meios de realizar experiências sensoriais formativas em mundos simulados e 2) como os sujeitos em formação poderão constituir-se em relação ao mundo, aos outros e a si mesmos de um modo individual e socialmente viável, desenvolvendo uma consciência imersiva. Trata-se de uma contribuição do pensamento comunicacional à educação e vice-versa mediante os princípios da complexidade e da transdisciplinaridade, tais como a ecologia da ação e da mente, a recursividade, a dialogia, os níveis de realidade e o terceiro-incluído. Em uma sociedade pós-literária, em que produtos audiovisuais se apresentam como meios de realizar experiências formativas em mundos simulados, o problema que se coloca é: o que se passa com o nível de consciência e de presença do sujeito em situação de imersão tecnológica? Até que ponto ele tem, não apenas uma série de sensações, mas um sentimento claro e consciente daquilo que a experiência imersiva lhe proporciona e dos efeitos dessa experiência para sua aprendizagem? Nesse contexto, que instrumentos conceituais e pedagógicos poderão auxiliar os docentes da educação superior na utilização das tecnologias imersivas para a transmissão dos elementos constitutivos das competências e habilidades dos sujeitos em formação? Os dados serão analisados com base em uma abordagem transdisciplinar, partindo das noções de ecologia da ação e da mente, recursividade, dialogia, níveis de realidade e terceiro-incluído, reiterados na Carta da Transdisciplinaridade (2024) e resultarão em um livro de reflexão teórico-empírica sobre o fenômeno da imersão em uma perspectiva transdisciplinar que reúne cultura ancestral e inovação tecnológica no contexto da educação superior.
Sobre o projeto
Em 2024, um laboratório de metaverso foi implantado na Universidade de atuação da proponente para desenvolver produtos imersivos e realizar pesquisas a fim de contribuir para uma educação às tecnologias em que a consciência imersiva (do corpo e da mente) e o conhecimento tradicional dos povos originários brasileiros possam se retroalimentar. Desde então, desenvolve-se no Lab Metaverse UCB uma reflexão comunicacional sobre o processo imersivo. Um produto piloto em produção traz a narrativa de três mitos indígenas de etnias diferentes (Yawanawá, Tukano e Pataxó) ambientados em seus locais de origem e replicados no metaverso mediante processo de cocriação com representantes indígenas das três etnias mencionadas (ver site: https://labmetaverse.com.br/ e Instagram: https://www.instagram.com/lab.metaverse/). Parte-se da ideia de mito como a forma narrativa mais antiga e tradicional da cultura humana e problematiza-se a consciência corporal e mental, a sensação de presença, a qualidade da aprendizagem e o tipo de experiência feita em ambiente tecnológico. Fundamentada na perspectiva complexa e transdisciplinar, esta pesquisa propõe estabelecer um diálogo entre os saberes imersivos do mito, dos sonhos e da literatura (mythos) e os saberes imersivos tecnológicos (logos) a fim de compreender: 1) como as mídias imersivas se apresentam como meios de realizar experiências sensoriais formativas em mundos simulados e 2) como os sujeitos em formação poderão constituir-se em relação ao mundo, aos outros e a si mesmos de um modo individual e socialmente viável, desenvolvendo uma consciência imersiva. Trata-se de uma contribuição do pensamento comunicacional à educação e vice-versa mediante os princípios da complexidade e da transdisciplinaridade, tais como a ecologia da ação e da mente, a recursividade, a dialogia, os níveis de realidade e o terceiro-incluído. Em uma sociedade pós-literária, em que produtos audiovisuais se apresentam como meios de realizar experiências formativas em mundos simulados, o problema que se coloca é: o que se passa com o nível de consciência e de presença do sujeito em situação de imersão tecnológica? Até que ponto ele tem, não apenas uma série de sensações, mas um sentimento claro e consciente daquilo que a experiência imersiva lhe proporciona e dos efeitos dessa experiência para sua aprendizagem? Nesse contexto, que instrumentos conceituais e pedagógicos poderão auxiliar os docentes da educação superior na utilização das tecnologias imersivas para a transmissão dos elementos constitutivos das competências e habilidades dos sujeitos em formação? Os dados serão analisados com base em uma abordagem transdisciplinar, partindo das noções de ecologia da ação e da mente, recursividade, dialogia, níveis de realidade e terceiro-incluído, reiterados na Carta da Transdisciplinaridade (2024) e resultarão em um livro de reflexão teórico-empírica sobre o fenômeno da imersão em uma perspectiva transdisciplinar que reúne cultura ancestral e inovação tecnológica no contexto da educação superior.


